| 01/04/09 |
| NibTec é noticiada no porta terra |
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RFID: mais segurança para as empresas
A idéia, originalmente, era usar o sistema em maternidades. Isso porque, em 2002, a imprensa brasileira noticiou, com destaque, o Caso Pedrinho, história de um bebê roubado da maternidade por uma mulher, criado até os 16 anos por ela e só então encontrado pelos pais biológicos.
Com a imagem do pequeno Pedrinho na cabeça, em 2005 o técnico em informática e engenheiro em telecomunicações Bruno Mecchi Gouvêa fundou a empresa NibTec Inovações, na cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí. Seu primeiro projeto: a elaboração de pulseiras de identificação e segurança para maternidades.
“Desenvolvemos um sistema em que você coloca uma pulseirinha no recém-nascido e consegue rastreá-lo através de leitores colocados por toda a maternidade. Caso alguém tente cortar a pulseirinha ou sair com o bebê da área rastreada, o alarme dispara na hora”, conta Gouvêa.
O dispositivo, que utiliza uma tecnologia de comunicação via radiofreqüência (RFID), foi premiado no ano seguinte pelo caráter inovador no país e testado em uma maternidade da cidade de Ouro Fino (MG) – entretanto, não teve repercussão do ponto de vista comercial, porque o sistema ainda era muito caro.
A equipe, no momento, tenta baixar o custo do aparelho e, enquanto isso, aplica a técnica em outras áreas, principalmente segurança e identificação. Agora, o carro-chefe da NibTec são dispositivos de controle de acesso via RFID.
“É um sistema utilizado em condomínios, hospitais, clubes e empresas. Instalamos um leitor do lado das portas e, então, é só aproximar um cartão com identificação de radiofreqüência para liberar a entrada”, explica Gouvêa.
Trata-se de um sistema que muita gente já deve ter visto. No entanto, a vantagem desse mecanismo está na maneira como a informação é transferida e processada. Funciona assim: as informações do usuário são registradas num dispositivo (pulseira, cartão, crachá ou chaveiro) que tem um chip e uma antena. Esta transmite os dados para leitores localizados em pontos estratégicos (como portas, catracas e cancelas), que, por sua vez, enviam as informações para um computador central, capaz de processá-las de variadas maneiras e armazená-las durante anos.
No caso de empresas, por exemplo, o sistema pode ser implementado como registro de ponto dos funcionários ou controle de segurança. Cada empregado utiliza um cartão que registra dados como nome, RG, endereço, data de admissão na empresa e número da conta bancária. Ao passar por um leitor (do tamanho de uma máquina de cartão de crédito), o aparelho registra os horários de entrada e de saída, permitindo que o computador central calcule as horas trabalhadas, as faltas e as horas extras – gerando, no final do mês, a folha de pagamento atualizada.
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Já no caso do controle de segurança, o leitor atua como uma barreira digital seletiva. Ao ser acionado, ele verifica se o usuário pode ser liberado e, em seguida, envia para o computador central o nome, o local e o horário da ocorrência. Além disso, pode limitar a entrada dos funcionários em determinadas áreas num intervalo de tempo específico. Dessa maneira é possível emitir relatórios sobre a movimentação de pessoas num determinado local ou sobre os ambientes visitados por um usuário.
O sistema de identificação por radiofreqüência já é comercializado em todo o Brasil e seu custo é bem mais baixo do que o de três anos atrás, quando a tecnologia começou a ser utilizada pela NibTec. Hoje, um cartão de identificação sai mais barato que a cópia de uma chave.
Como sugere o nome do sistema, a comunicação ocorre via sinais de rádio. O leitor produz um campo magnético que alimenta o chip do cartão e permite a transferência de informações. Além de prescindir do uso de baterias e permitir a transmissão de dados numa distância de até 60 cm, a tecnologia dificulta a clonagem dos cartões e diminui custos relacionados à manutenção dos dispositivos.
“Essa tecnologia por identificação via radiofreqüência é uma tendência. Hoje você tem dois tipos de cartões: o cartão magnético, que, aos poucos, está saindo de cena, porque é muito fácil de ser clonado; e o cartão com chip, que tem problemas de mau contato. Já o cartão RFID não tem contato com o leitor; por isso, você consegue uma velocidade de leitura maior sem precisar tirá-lo da bolsa ou da carteira”, salienta Gouvêa.
Segundo ele, no futuro as aplicações de RFID serão ainda maiores. A NibTec já está desenvolvendo cartões de controle de acesso que podem ser utilizados como cartões de banco ou de transporte público. E não é só isso. “De uns tempos pra cá, a gente tem ouvido falar muito na tecnologia de identificação por radiofreqüência, não só na área de acesso, mas também na área de identificação de produtos”, antecipa Gouvêa. “O futuro é o supermercado digital. Você fará as compras, passará sob um portal com todos os produtos identificados e esse portal identificará cada produto comprado e fará a conta na hora, sem que você tenha de tirar as sacolas do carrinho”.
Fonte:
Terra
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