| 01/06/08 |
| NibTec é notícia no programa Pequenas Empresas Grandes Negócios |
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Incubadora apóia empresas criadoras de tecnologia
A pulseira para recém-nascidos é útil para evitar troca de bebês na maternidade e até seqüestros
Em Santa Rita do Sapucaí, 120 empresas atuam nas áreas de eletrônica, telecomunicações e informática. Muitas idéias geniais nascem na incubadora de empresas e projetos do Inatel, o Instituto Nacional de Telecomunicações.
“Aproximadamente 10% das empresas que passaram por aqui morreram. Bem diferente da estatística que nós temos no país, que aproximadamente 60% das pequenas empresas morrem nos três primeiros anos de vida”, aponta Rogério Abranches, coordenador da incubadora.
A incubadora tem nove empresas residentes. Elas geram 50 empregos diretos e faturam R$ 1 milhão por ano. Os novos empreendedores recebem uma infra-estrutura completa para trabalhar. O Sebrae apóia o projeto. Ajuda a encontrar clientes para os produtos. E oferece cursos fundamentais na área de gestão.
“O pequeno empresário não enxerga a necessidade da gestão. Desde a gestão administrativa, financeira, marketing, uma pesquisa de mercado. Tudo isso é muito importante para não haver esse índice de mortalidade muito alto das empresas”, afirma Rodrigo Ribeiro, do Sebrae de Minas Gerais.
Cada empresa pode ficar na incubadora por três anos. Tempo suficiente para desenvolver as idéias, criar e vender os produtos e sobreviver sozinha no mercado. Bruno Mecchi Gouvêa está lá desde 2005. O negócio começou com a criação de uma pulseira para recém-nascidos. Útil para evitar troca de bebês na maternidade e até seqüestros.
“Ele espalharia dentro do hospital os leitores, rastreando toda a área do hospital. Assim que a pulseira é identificada por esse leitor, automaticamente o sistema já reconhece em qual localidade da maternidade o recém-nascido está”, conta o empresário Bruno Mecchi Gouvêa.
As pulseiras já são usadas por um hospital mineiro. A empresa seguiu adiante e criou novos produtos. Um aparelho é um controle de acesso e de ponto para os funcionários. A identificação é feita por radiofreqüência. E usa criptografia.
Quatro distribuidores tentam colocar o equipamento no mercado. E os sete funcionários já testam novos recursos para o produto.
É um leitor multiprotocolo. Com ele o cliente consegue ler diversos padrões de chip, diversos padrões de cartões no mesmo leitor.
E os engenheiros não param de encontrar soluções para dificuldades do dia a dia.
Fazer compras no mercado dá um trabalho. A gente enche o carrinho, depois tem que retirar os produtos no caixa. Aí coloca tudo de novo para levar até o carro e ir para casa. Esse novo equipamento, que ainda está sendo testado, deve acabar com o problema. É só passar com o carrinho e ele identifica o número de cada item. E o computador informa o valor a ser pago. Vai ficar bem mais fácil.
O mesmo mecanismo pode ser utilizado para controlar o estoque de grandes atacadistas. A empresa já consegue lucrar e se organiza para deixar a incubadora. Os três anos lá ajudaram o negócio a dar certo.
“Isso foi fundamental para a redução de custos que a empresa teve, pelo auxílio de gestão, auxílio na área de tecnologia, no desenvolvimento de produtos também”, diz Bruno.
A incubadora do Inatel tem a certificação ISO 9 mil e foi considerada a melhor do país em 2005. Em 15 anos, formou 33 empresas. Delas, 28 continuam em Santa Rita do Sapucaí. Geram 650 empregos diretos e faturam cerca de R$ 30 milhões por ano. Uma delas pertence aos sócios Danton Ferreira Vellenich e Edson José Rennó Ribeiro. A empresa deixou a incubadora há um ano.
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“Temos bastante clientes, espalhados no Brasil todo. Iniciamos também a exportação, através do apoio da Apex e do Sebrae, já iniciamos a exportação para México, Guatemala e Bolívia”, conta o empresário Édson José Rennó Ribeiro.
A empresa cria soluções para acesso à internet à distância. Com os aparelhos que ela produz, é possível detectar e talvez até consertar defeitos em equipamentos que estão em outros bairros, em outras cidades.
“Hoje o mercado tem buscado o nosso equipamento muito mais do que nós ao mercado”, diz o empresário Danton Ferreira Vellenich.
São 15 produtos diferentes com vários modelos. E novos equipamentos são criados ou adaptados para resolver os problemas de cada cliente.
“O nosso ponto mais forte como empresa é essa possibilidade de customização, de adequação do nosso equipamento às situações que o cliente encontre”, afirma Danton.
Santa Rita do Sapucaí também tem um APL que reúne os pequenos negócios da área de tecnologia. Eles dividem projetos, são parceiros no desenvolvimento de vários equipamentos. Assim há trabalho para todos.
“Santa Rita é uma grande empresa. E cada empresa pequena é um setor dessa grande empresa. Então uma é especialista num determinado assunto, outra noutro assunto, e juntas formam produtos. Então existem empresas que desenvolvem produtos e terceirizam para outras empresas”, aponta Rodrigo Ribeiro.
A nova aposta de Danton Vellenich e Édson Ribeiro é um canal de retorno para a interatividade na TV digital. Com o aparelho vai ser possível votar em pesquisas. Ou comprar roupas que os atores usam nas novelas.
“Nós vamos apresentar a tecnologia ao mercado em julho, mas para implantação disso no nosso cenário, do Brasil, isso vai acontecer provavelmente no próximo ano, em 2009”, acredita Danton.
Mais informações sobre o apoio do Sebrae às incubadoras de tecnologia procure um posto de atendimento mais perto de você ou acesse http://www.sebrae.com.br/
O programa é uma iniciativa da Rede Globo de televisão em parceria com o Sebrae e vai ao ar aos domingos em rede nacional no canal Globo.
Fontes:
PEGN
Globo
SEBRAE
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